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Boletim do ICID
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Relatório Síntese da Segunda Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento Sustentável em Regiões Semi-áridas
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Volume 177 Número 5 - segunda-feira, 23 de agosto de 2010
SÍNTESE DA SEGUNDA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE O CLIMA, SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO EM REGIÕES SEMIÁRIDAS
16-20 AGOSTO 2010

A Segunda Conferência Internacional sobre o Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (ICID 2010) realizou-se em Fortaleza, Brasil, de segunda-feira, 16 de agosto, à sexta-feira, 20 de agosto de 2010. A conferência reuniu participantes para discutirem as mudanças climáticas e o desenvolvimento sustentável em regiões áridas e semiáridas e procurou discutir prioridades relacionadas à estas questões para informar a agenda da Conferência das Nações Unidas de 2012 sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio +20 Cúpula da Terra), no Rio de Janeiro, Brasil. A ICID 2010 começou com o lançamento da Década das Nações Unidas sobre Desertos e sobre a luta contra a desertificação.

O tema principal da ICID 2010 “clima, sustentabilidade e desenvolvimento” foi abordado em quatro subtemas, a saber: a informação sobre o clima; o clima e o desenvolvimento sustentável; a governança climática, a representação, os direitos, a igualdade e a justiça; e os processos políticos e climáticos.

Estes temas foram explorados em quatro sessões plenárias, 70 sessões de painéis, cartazes e apresentações de multimídia. Cerca de 1.700 pessoas de mais de 100 países participaram, incluindo representantes de governos, agências das Nações Unidas, organizações intergovernamentais, organizações não-governamentais (ONGs), universidades, empresas e indústria, grupos indígenas, grupos da juventude e meios de comunicação.

A ICID 2010 foi encerrada no dia 20 de agosto com a discussão dos resultados da conferência principal, enfatizando a Declaração de Fortaleza, que servirá para aumentar a visibilidade dos problemas que enfrentam as regiões semiáridas na Rio +20 Cúpula da Terra e durante os seus processos preparatórios.

UMA BREVE HISTÓRIA DA ICID

As regiões áridas e semiáridas cobrem mais de 40% da área terrestre da Terra e abrigam cerca de 35% da população global. Essas regiões enfrentam múltiplos desafios, incluindo degradação dos solos e desertificação, perda de biodiversidade e de meios de subsistência, os quais são exacerbados pela mudança climática.

Em resposta a estes desafios, a Conferência Internacional sobre o Clima, a Sustentabilidade e o Desenvolvimento em Regiões Semiáridas foi iniciada para influenciar a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUAD ou Cúpula da Terra Rio), debatendo questões de vanguarda que são enfrentadas pelas regiões áridas e semiáridas na agenda de desenvolvimento internacional. Convocada em 1992, a ICID teve lugar primeiramente no âmbito das Convenções do Rio – a Convenção das Nações Unidas sobre a Diversidade Biológica (CDB), a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (CNUCD) e a Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (CQNUMC) - além das reuniões e processos de preparação da CNUAD. Esta breve história contém um resumo da primeira ICID e das Convenções do Rio de Janeiro.

ICID I

ICID I foi realizada de 28 janeiro a 1 fevereiro de 1992, em Fortaleza, Brasil, com o objetivo de aumentar a visibilidade dos desafios enfrentados nas regiões semiáridas em preparação para a Cúpula da Terra Rio realizada de 3 a 14 Junho de 1992, no Rio de Janeiro, Brasil. A Declaração de Fortaleza que emergiu da conferência recomendou aos formuladores de políticas para promover o desenvolvimento sustentável das regiões áridas e semiáridas e para torná-las menos vulneráveis às presentes e futuras catástrofes. A Declaração e os resultados ajudaram a promover o debate sobre as regiões semiáridas na Cúpula da Terra e contribuiu para a decisão da CNUAD para estabelecer a comissão de negociação que conduziu à criação da CUNCD.

CONVENÇÕES DO RIO

CONVENÇÕES DO RIO CDB: A CDB, negociada sob os auspícios do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), foi aberta à assinatura em 05 de junho de 1992, e entrou em vigor em 29 de dezembro de 1993. Existem atualmente 193 partes da Convenção, a qual visa promover a conservação da biodiversidade, a utilização sustentável dos seus componentes e o acesso e benefício compartilhado, justo e equitativo, resultantes da utilização dos recursos genéticos.

CNUCD: A CNUCD foi adotada em 17 de junho de 1994 e entrou em vigor em 26 de dezembro de 1996. Atualmente, possui 193 partes. A CNUCD reconhece os aspectos físicos, biológicos e socioeconômicos da desertificação, a importância de redirecionar a transferência de tecnologia para que seja orientada pela demanda, e o envolvimento das comunidades locais no combate à desertificação e à degradação da terra. O núcleo da CNUCD é o desenvolvimento de programas nacionais de ação nacionais, subregionais e regionais, em cooperação com as agências das Nações Unidas, doadores, ONGs e comunidades locais.

CQNUMC: A resposta política internacional à mudança climática começou com a aprovação da CQNUMC em 1992, que estabelece um quadro de ação com o objetivo de estabilizar as concentrações atmosféricas de gases causadores do efeito estufa para evitar “interferências antropogênicas perigosas” com o sistema climático. A CQNUMC entrou em vigor em 21 de março de 1994 e agora possui 194 partes.

Em dezembro de 1997, delegados da Terceira Conferência das Partes (COP 3), em Kyoto, no Japão, concordaram em um protocolo para a CQNUMC que compromete os países industrializados e países em transição para uma economia de mercado para atingir metas de redução de emissões. O Protocolo de Quioto entrou em vigor em 16 de fevereiro de 2005 e agora possui 190 partes.

Em dezembro de 2009, os delegados da COP 15 em Copenhague, na Dinamarca, decidiram “tomar nota” do Acordo de Copenhague. Partes também estabeleceram um processo para indicar o seu apoio ao Acordo de Copenhague e, em até 29 de julho de 2010, 137 países já haviam indicado o seu apoio. Mais de 80 países também forneceram informações sobre suas metas de redução de emissões e outras ações de mitigação, como estabelecido no âmbito do Acordo.

ICID RELATÓRIO 2010

ICID 2010 PLENÁRIAS DE ALTO NÍVEL

A CERIMÔNIA DE ABERTURA E LANÇAMENTO DA DÉCADA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DESERTOS E A LUTA CONTRA A DESERTIFICAÇÃO: Em uma sessão introdutória na segunda-feira de manhã, o Diretor da Conferência Internacional sobre o Clima, a Sustentabilidade e o Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (ICID 2010), Antônio Magalhães, salientou que a conferência não é apenas sobre as mudanças climáticas ou a desertificação, mas sobre como analisar os desafios que enfrentam as regiões semiáridas e identificar oportunidades e caminhos futuros.

Várias organizações parceiras da ICID 2010 apresentaram relatórios das reuniões preparatórias. O embaixador Alan Charlton, Reino Unido, descreveu as reuniões do Departamento para o Desenvolvimento Internacional (DFID) na África para proteger a agricultura das incertezas climáticas. Michel Laurent, Diretor Geral do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), informou sobre as parcerias de pesquisa norte-sul em relação ao desenvolvimento sustentável em regiões áridas. Luiz Antônio Elias, Ministério da Ciência e Tecnologia, Brasil, destacou as reuniões que discutiram estratégias para a educação, planejamento, gestão pública e controle de zoneamento para assegurar uma gestão eficiente da água. Dalton Melo Macambire, Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Piauí, Brasil, descreveu as parcerias para recuperar áreas degradadas. José Almir Cirilo, Secretaria Estadual de Recursos Hídricos, Pernambuco, Brasil, discutiu a cooperação regional em questões de adaptação às mudanças climáticas e mitigação.

Também forneceram breves declarações durante a sessão introdutória as seguintes pessoas: Jesse Ribot, Universidade de Illinois, EUA, José Sydrião de Alencar Júnior, Banco do Nordeste, Brasil, e Eduardo Sávio Martins, Fundação de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), Ceará Brasil.

No fechamento, Hervé Théry, Universidade Estadual de Campinas, Brasil, fez uma apresentação detalhada sobre o estado dos desertos e desertificação em todo o mundo.

Na cerimônia de abertura, o Diretor Magalhães introduziu representantes de vários patrocinadores e apoiadores da ICID 2010. Ele ressaltou que o resultado da Conferência, a Declaração de Fortaleza, vai cumprir o objetivo primordial da conferência que é o de influenciar a agenda da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável 2012 (Rio +20 Cúpula da Terra).

A Década das Nações Unidas sobre Desertos e luta contra a desertificação foi lançado pela Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (CNUCD), Luc Gnacadja leu a declaração do Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, oficialmente lançando a “Década”. Gnacadja expressou esperança de que a ICID 2010 seja uma contribuição fundamental sobre questões de seca para o Rio+20 Cúpula da Terra.

A declaração de Gnacadja foi seguida por breves declarações das seguintes pessoas: o Deputado Federal Eduardo Vieira Ribeiro, Câmara dos Deputados, Brasil; José Machado, Secretário Executivo do Ministério do Meio Ambiente, Brasil; e Cid Ferreira Gomes, Governador do Ceará, Estado anfitrião.

PRINCIPAIS PALESTRAS DA CONFERÊNCIA

Na quarta-feira, Jeffrey Sachs, Diretor do Instituto da Terra, Universidade de Columbia, EUA, fez um discurso no qual advertiu que “podemos estar perdendo a batalha” contra as mudanças climáticas antropogênicas, ressaltando que muitas catástrofes climáticas ocorridas no ano passado, foram acompanhadas por “resultados miseráveis” na resposta política.

Sachs recomendou que a declaração final da ICID 2010: inclua a crise do clima no semiárido como uma ameaça crescente e direta à segurança global e à concretização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que chame à atenção para a importância de uma sessão especial do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a violência, a segurança e as terras semiáridas, e para que defenda a formação de uma nova aliança política dos Países do Semiárido (ASAC), para falar com uma única voz na Décima Sexta Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança Climática (CNUMC COP 16) que será realizada em Cancún, México, em dezembro de 2010. Ele sugeriu para que a ASAC dê importância às seguintes questões: o desembolso rápido dos fundos de adaptação, com prioridade para os países da ASAC mais atingidos; a implementação de um imposto global de carbono para financiar adaptação e mitigação; os programas em larga escala de energia solar nos países da ASAC, aonde for apropriado, concentrando nas regiões afetadas por uma situação de pobreza energética.

SINERGIAS ENTRE AS CONVENÇÕES DAS NAÇÕES UNIDAS: Na manhã de terça-feira, a sessão de plenáriafoi presidida por Luis Alberto Figueiredo Machado do Ministério das Relações Exteriores, Brasil.

Via mensagem de vídeo, Christiana Figueres, Secretária Executiva da CNUMC, sugeriu melhores práticas de gestão da água no âmbito local para promover uma aproximação entre as Convenções das Nações Unidas. O Diretor Magalhães pediu para incluir os povos indígenas e comunidades locais nas negociações sobre a criação de sinergias. Sergio Zelaya, CNUCD, representando também a Jaime Webbe, CBD, descreveu as iniciativas futuras, incluindo propostas para o estabelecimento de grupos de empreendimentos conjuntos, de peritos e de um grupo científico, bem como uma sessão conjunta extraordinária das COPs das Convenções do Rio, na próxima Rio +20 Cúpula da Terra. Margarita Astralaga, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), destacou que as Convenções do Rio podem aprender com outros processos em que a abordagem sinérgica já está sendo implementada.

Nora Berrahmouni, Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), recomendou planos de ações integrados para garantir as bases de recursos, para conservar e preservar os meios de subsistência e promover mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Walter Vergara, Banco Mundial, destacou a importância de compreender os custos e benefícios associados com as diferentes abordagens de adaptação.

Luc Gnacadja, Secretário Executivo da CNUCD, solicitou para maiores investimentos em terras sustentáveis e gestão dos recursos hídricos para garantir a segurança alimentar, diminuir a taxa de mudança climática, aliviar a seca e evitar uma perda maior de biodiversidade.

No debate que se seguiu, participantes discutiram, entre outros assuntos: o aumento da participação da sociedade civil; uma maior partilha de informação sobre as Convenções do Rio, e a inclusão de assuntos de direitos humanos nas discussões de sinergias.

PROCESSO TEMÁTICO

De segunda a quinta-feira, mais de 70 sessões de painéis temáticos e mesas-redondas se reuniram para tratar de questões relacionadas com adaptação às mudanças climáticas, a vulnerabilidade e o desenvolvimento sustentável. Os painéis foram organizados em torno dos quatro subtemas da conferência: informação sobre o clima; clima e desenvolvimento sustentável; governança climática, representação, direitos, igualdade e justiça; e os processos políticos e climáticos. Uma seleção de sessões por painel temático é apresentada abaixo.

TEMA 1: INFORMAÇÕES CLIMÁTICA: Na terça, quarta e quinta-feira, participantes assistiram às sessões abordando o estado atual dos conhecimentos e pesquisas sobre vulnerabilidade e adaptação às mudanças climáticas e a variabilidade nas regiões semiáridas, incluindo discussões e apresentações sobre os conhecimentos existentes e potenciais sobre: os impactos e adaptação em regiões semiáridas; as vulnerabilidades nas áreas rurais, e a resposta das comunidades à mudança climática; o desenvolvimento de sistemas de alerta prévio; e a implementação de recomendações através de prática de lições aprendidas.

Vulnerabilidade, impactos e adaptação à mudança climática em regiões semiáridas: Nesta sessão de terça-feira, participantes assistiram à palestras sobre: a gestão de dados complexos existentes sobre os impactos do clima e sua apresentação de uma maneira em que os tomadores de decisões pudessem atuar; os impactos das mudanças climáticas no nordeste semiárido do Brasil; os estudos de caso sobre o uso de água da chuva; e os impactos das mudanças climáticas nas planícies semiáridas do Mustang em Nepal.

Entre as sugestões discutidas se incluemos programas de emprego para recuperar as paisagens naturais nas zonas áridas, o reflorestamento das margens de rios e promoção de irrigação de culturas para exportação com energia solar.

Vulnerabilidade e sobrevivência em áreas rurais: Nesta sessão de quarta-feira, participantes discutiram: o papel da “agroecologia” para promover ajuda aos pequenos agricultores no Nordeste semiárido do Brasil; a vulnerabilidade das comunidades pastoris em relação as mudanças climáticas e a variabilidade no norte do Quênia; e as medidas de redução da variabilidade do clima que estão sendo desenvolvidas no semiárido da Eritréia.

Entre as recomendações apresentadas encontram-se: o desenvolvimento de um conjunto de indicadores de definição de “agroecologia” antes do termo ser mal utilizado; a incorporação de orientações políticas sobre a adaptação às mudanças climáticas nos sistemas pastoris que abordam questões tanto de pecuária quanto de meios de subsistência alternativos; a promoção de novos formas de cooperação simbiótica entre pastores e agricultores comerciais; e o desenvolvimento de sistemas de alerta prévios para as terras semiáridas que podem prever os impactos do clima sobre a oferta de forragem e produção de culturas.

Aprendizagem social e capacitação humana – o desenvolvimento de maior capacitação nos processos de educação para a mudança climática na África: Nesta sessão de quarta-feira, participantes discutiram modelos conceituais para a integração de aprendizagem social no ensino superior e de pesquisa, o Projeto de Universidades sobre Integração de Meio Ambiente e Sustentabilidade na África (MESA) e questões a serem consideradas para a integração da educação no desenvolvimento sustentável em um contexto de mudanças climáticas.

Entre as idéias discutidas incluem-se: a concentração na educação de adaptação às mudanças climáticas educação em resolução de problemas; o desenvolvimento e aplicação de estratégias inovadoras para fortalecer a capacitação institucional e promover a cooperação entre universidades e comunidades.

Rede Global de Institutos de Pesquisa sobre a Seca (GNDRI): Nesta sessão de quarta-feira, participantes foram informados sobre o GNDRI. Os Institutos Nacionais da Argentina, do Brasil, da Índia, de Israel, da Síria e dos EUA discutiram o trabalho de suas instituições e as prioridades de pesquisa, incluindo o uso sustentável dos recursos culturais, da segurança alimentar, da gestão da água, de sistemas alternativos de agricultura, da biodiversidade e criação de plantações adaptadas as mudanças climáticas.

Lições aprendidas: Nesta sessão de quinta-feira, participantes examinaram as lições e as recomendações desenvolvidas a partir de avaliações de crises passadas e dos processos de negociação que não foram atendidos ou implementados, incluindo a avaliação de pós-evento de desastres naturais, dos problemas enfrentados na obtenção de respostas de risco nos sistemas de alerta prévios, as lições do processo que culminou no Protocolo de Montreal, e as lições sobre o desaparecimento do Mar de Aral.

Houve um consenso de que as recomendações de políticas em relatórios de “lições aprendidas” devem sempre discutir os aumentos de riscos devido às lições não observadas.

Sistemas de alerta prévios para a seca: Durante esta sessão de quinta-feira, participantes ouviram palestras sobre os componentes essenciais dos sistemas de alerta prévios, os sistemas sul-americano de monitoramento de secas, os índices e indicadores para acompanhamento e avaliação das condições de seca em todo o mundo, e o desenvolvimento de um mecanismo facilitador internacional para assuntos de desertificação.

Entre as recomendações discutidas encontram-se a necessidade de uma compreensão mais completa dos impactos da seca; a utilização de um índice de precipitação padronizada, além de ferramentas atuais; o desenvolvimento de um manual sobre os indicadores e índices, bem como a aplicação de índices e sistemas de alerta prévios tendo o usuário final em mente.

TEMA 2: DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E CLIMA: Participantes assistiram às sessões relativas a este tema, de segunda a quinta-feira. O tema do clima e desenvolvimento sustentável teve um foco específico em terras áridas e semiáridas.

Desertificação - o desafio da desertificação e desenvolvimento sustentável em regiões semiáridas: Os participantes desta sessão de segunda-feira ouviram as apresentações sobre e.g. degradação e desertificação de terras na região árabe, e gestão dos escassos recursos hídricos nas terras áridas do Paquistão. Eles discutiram também um estudo de caso sobre o desenvolvimento de um projeto hidroambiental no município de Canindé, Ceará, Brasil, e observaram a importância do trabalho de adaptação em curso, incluindo o plantio de variedades de culturas resistentes à seca.

Palestrantes enfatizaram a necessidade de recuperar áreas degradadas; mudar para uma agricultura com práticas agrícolas mais sustentáveis; e melhor gerir as inundações.

Adaptação com uma visão de longo prazo: a promoção da resiliência: Na sessão de segunda-feira, participantes ouviram palestras sobre: mudança climática, pobreza rural e política de resistência no Quênia; promoção de resiliência através de inovações do sistema de água nas terras áridas; e futuro do milho no México. Participantes observaram que uma visão de longo prazo para a adaptação exige “a compreensão da vulnerabilidade como um emaranhado de crises”, e que populações subnutridas ou malnutridas vivem na maioria das terras áridas do mundo.

Participantes recomendaram a visão de resiliência através de uma perspectiva que mostre a trajetória do desenvolvimento, olhando para a adaptação de forma holística.

Clima, desertificação e desenvolvimento sustentável: Na sessão realizada na segunda-feira, participantes discutiram riscos sociais, de saúde e econômicos decorrentes da falta de água e de práticas de uso sustentável, alem de falta de proteção das microbacias.

Participantes também abordaram a disponibilidade de água e argumentaram que os responsáveis políticos devem levar em consideração as contribuições dos geocientistas no desenvolvimento de políticas públicas relativas aos georecursos.

Energia sustentável para o desenvolvimento das terras áridas: Na sessão de segunda-feira, os apresentadores destacaram estudos de casos brasileiros, incluindo a estória da energia renovável na escala de eletricidade fornecida pelo Estado do Ceará e um relatório sobre um programa piloto de combate à desertificação e degradação da terra no nordeste brasileiro. Participantes enfatizaram a necessidade de: utilizar energias renováveis em zonas áridas rurais; criar incentivos para as comunidades locais para a adoção de tecnologias renováveis; utilizar energia das ondas para a dessalinização de água em zonas áridas; e aumentar a capacidade adaptativa das comunidades que vivem nas terras áridas.

Desenvolvimento das regiões semiáridas: Na terça-feira, nesta sessão, participantes discutiram as regiões semiáridas da América Latina e as oportunidades apresentadas pelas mudanças climáticas. Participantes enfatizaram a necessidade de: compartilhar entre diferentes culturas e regiões idéias e estratégias de gerenciamento; maximizar as oportunidades apresentadas pelas mudanças climáticas; e promover o intercâmbio eficaz de conhecimentos e transferência de tecnologia.

Participantes recomendaram que é preciso desafiar arquitetos e urbanistas para repensar as cidades e formas de habitação no contexto do novo paradigma de consciência climática, e promover a redução dos preços das tecnologias para aumentar sua aceitação e seu uso.

Segurança alimentar, mudanças climáticas e desenvolvimento em regiões semiáridas: Na quarta-feira, durante esta sessão, participantes ouviram palestras e estudos de casos do Níger, Egito e Senegal. Participantes enfatizaram a necessidade de: compartilhar conhecimentos, pesquisas e idéias, reforçar o investimento socioeconômico por parte dos governos para aumentar a produção de alimentos; promover a gestão eficaz do mercado e assistência técnica para as nações menos desenvolvidas.

Palestrantes destacaram exemplos de projetos para redução de perdas com cultivos através de modelos prognósticos; ressaltaram a importância da agricultura para a produção de alimentos, criação de empregos, e aumento da atividade econômica; e enfatizaram a necessidade de produzir uma maior quantidade de alimentos com maior qualidade de forma eficiente.

Estratégias de adaptação em áreas de seca: Na sessão de quinta-feira, participantes discutiram o manejo florestal local nas bacias hidrográficas como forma de enfrentar riscos climáticos e vulnerabilidade e adaptação a eventos climáticos extremos. Participantes observaram que os projetos de adaptação requerem uma ação coletiva local, bem como um esforço integrado dos governos, sociedade civil e do setor privado. Participantes enfatizaram soluções tais como a diversificação, reduzindo a pressão da colheita através da criação de produtos de valor agregado, e compreensão das interações entre os serviços do ecossistema.

Vulnerabilidade, impactos e adaptação nas terras áridas: Na sessão de quinta-feira, participantes discutiram, dentre outros assuntos: o desenvolvimento frente à mudança climática na região árida da Mongólia, as mudanças climáticas e o sector do cacau, e o impacto de precipitações sobre a economia do Ceará, Brasil.

Participantes, em seguida, recomendaram para que os tomadores de decisões políticas possam apoiar as ações no âmbito local, ao invés de criar novas políticas “de cima para baixo” e enfatizaram a necessidade de adaptação no contexto das circunstâncias econômicas e políticas em cada região.

TEMA 3: GOVERNANÇA CLIMÁTICA, REPRESENTAÇÃO, DIREITOS, IGUALDADE E JUSTIÇA: Participantes se reuniram de segunda a quinta-feira para ouvir e discutir as apresentações sobre governança climática, representação, direitos, igualdade e justiça.

Mudanças climáticas, adaptação e governança no sector hídrico: Na segunda-feira, participantes ouviram palestras sobre vários aspectos das mudanças climáticas, adaptação e governança no sector hídrico. Eles observaram a necessidade de implementar a adaptação eficaz como uma saída para o “ciclo vicioso” de adaptação ineficaz, e discutiram se as atuais estratégias de adaptação serão adequadas para estressores climáticos futuros.

Alguns participantes questionaram se dessalinização é uma resposta inadequada às mudanças climáticas e observaram outros desafios, incluindo “dar voz” às populações vulneráveis.

Outros participantes discutiram a aplicação de medidas de conservação, além do desenvolvimento de melhores práticas de gestão para reduzir os riscos. Eles também destacaram a necessidade de atender a demanda por água e de manter a sua qualidade, além do foco sobre a oferta atual.

A importância da comunidade, cultura, identidade e equidade nas estratégias de adaptação às mudanças climáticas: Nesta sessão de terça-feira, participantes lamentaram o aumento da migração de refugiados do clima, destacando a possibilidade de políticas “reacionárias” reduzirem o movimento transfronteiriço desses refugiados. Eles também observaram a falta de conhecimento detalhado do clima no âmbito local, o que poderia assegurar uma adaptação eficaz.

Alguns participantes destacaram que as normas sociais e culturais restringem o processo de adaptação, mas que, em outros casos, elas podem representar oportunidades para a adaptação. Participantes discutiram também a falta de estudos que avaliam os impactos e as vulnerabilidades das comunidades locais e a necessidade de recomendações sobre as estratégias de uma boa adaptação.

Governança da água em terras áridas: Nesta sessão de terça-feira, participantes ouviram palestras sobre projetos para aumentar a governança dos recursos hídricos em áreas de seca. Eles discutiram desafios, incluindo: falta de planejamento e cooperação transfronteiriça; falta de regimes de gestão comum dos rios que tratem das águas subterrâneas ou nascentes; lacunas na pesquisa; e pressões demográficas.

Alguns participantes afirmaram a necessidade de promover capacitação, de compartilhar informações, de implementar sistemas de monitoramento, e garantir a participação ativa das comunidades na governança.

Vulnerabilidade e adaptação na África e na América Latina: Na terça-feira, participantes nesta sessão ouviram apresentações sobre estratégias e sistemas para aumentar a capacidade de resistência e a promoção da sustentabilidade dentro das comunidades mais vulneráveis. Participantes observaram a eficácia dos sistemas de alerta para aquecimento e os índices de umidade para a proteção contra as perdas de cabeças de gado.

Alguns participantes salientaram a necessidade de aumentar a participação da comunidade para incentivar a criação de riqueza e preservação do meio ambiente, e permitir um maior acesso aos mercados. Outros participantes discutiram o uso de práticas agronômicas durante os eventos climáticos extremos e a necessidade de localizar os ciclos de gestão da seca e utilização de abordagens regionais para recursos compartilhados.

Biodiversidade, mudanças climáticas e desenvolvimento em terras áridas e subúmidas: Durante esta sessão de quarta-feira, participantes destacaram abordagens para tratar as interligações de biodiversidade, mudança climática e desenvolvimento, incluindo a restauração de ecossistemas, a melhoria de gestão de áreas protegidas e abordagens baseadas nos ecossistemas. Observando exemplos da América do Sul, eles também discutiram o uso de conhecimentos tradicionais e espécies de plantas indígenas para proteger a biodiversidade e recuperar terras degradadas.

Para maximizar cobenefícios, eles chamaram a atenção para o estabelecimento de linhas de base, usando ferramentas existentes; e a realização de avaliações econômicas, priorizando ações e prática para uma gestão adaptativa.

A evolução do clima na África Ocidental - Governança tradicional e formal: Na quarta-feira, participantes nesta sessão discutiram a necessidade de envolvimento da comunidade no estado inicial de estratégias e de gestões participativas de recursos naturais para aumentar o seu sucesso. Alguns participantes afirmaram a necessidade de intervenção do Estado na regulação dos recursos naturais em áreas com grandes populações de imigrantes. Outros participantes destacaram conflitos entre pastores e agricultores, devido à implementação de políticas equivocadas.

Mesa Redonda - agenda de pesquisa em ciências sociais em respostas às mudanças climáticas: Nesta sessão de quinta-feira, participantes questionaram o papel dos cientistas sociais no debate sobre o clima, sendo que alguns participantes ressaltaram que a mudança nos debates para um enfoque nos impactos gerou um papel mais importante para as ciências sociais. Outros questionaram se a colaboração entre cientistas naturais e sociais poderia ser verdadeiramente transdisciplinar, com alguns participantes solicitando um maior aprofundamento em matéria de governança e regras para enfrentar corretamente os desafios.

Um participante observou que as abordagens da nova adaptação devem combinar conhecimento local com ciências e outra participante ressaltou a necessidade de uma maior coordenação entre pesquisadores para fornecer informações mais úteis para o planejamento. Participantes discutiram também a medida em que a política de adaptação informa os processos de tomadas de decisões coletivas.

TEMA 4: PROCESSOS POLÍTICOS CLIMÁTICOS: Participantes assistiram às sessões sobre este tema, de segunda a quinta-feira, abordando quatro temas. Sobre “processos políticos e as instituições das quais elas dependem”, participantes discutiram políticas realizadas em várias escalas que vão desde o âmbito local até o nacional e internacional. Os estudos de caso também foram apresentados em processos políticos relacionados com a gestão do Bioma Caatinga, no Brasil, bem como diversos exemplos da Ásia, América Latina e da África subsaariana.

Lições da experiência brasileira: Na segunda-feira, a sessão discutiu processos políticos para combater o desmatamento, impedir a desertificação, promover a agricultura sustentável, aumentar o acesso à água, e gerenciar e disseminar informações sobre o clima.

Participantes destacaram programas para controlar o bioma da caatinga por satélite, gerir de forma sustentável os recursos hídricos, promover a agricultura familiar através de financiamentos e créditos, promover o seguro agrícola e assistência técnica, regularizar o acesso à água, e criar conjuntos de informação geográfica.

Como soluções para apoiar os processos políticos no Brasil, participantes discutiram: a criação de uma nova comissão nacional no Brasil para coordenar os vários ministérios e agências que lidam com as regiões do semiárido nos níveis federal e estadual e melhorar os mecanismos de compensação ambiental.

Participantes também discutiram os esforços para recuperar áreas degradadas e promover o controle de erosão, construção de cisternas nas escolas, e promover a captação de água e sistemas de barragens de pequeno porte.

Impactos e Adaptação na Agricultura: Nesta sessão de terça-feira, participantes discutiram os efeitos da mudança dos padrões de precipitação na produção agrícola e as medidas de política no sector agrícola para reduzir o risco climático. Discussões incluíram estudos de caso da Zâmbia, Equador, Índia, Uganda, Benin e Brasil.

Participantes destacaram os desafios apresentados pelos ecossistemas afetados pela agricultura não planejada e com acesso limitado à água, a natureza latente e lenta dos impactos das mudanças climáticas observadas, a falta de dados de base, o uso competitivo da terra e a falta de planos de gestão abrangendo áreas específicas.

Em respostas a estes desafios, participantes discutiram as respostas políticas, incluindo: a diversificação de cultivos e o uso de culturas tolerantes à seca; as técnicas de agricultura de conservação; a melhoria dos serviços de extensão agrícola; o investimento em irrigação de acesso; a democratização dos recursos produtivos (terra, água e crédito); as práticas de gestão de rebanhos; os processos participativos culturalmente aceitáveis e as informações adequadas para os agricultores sobre o clima e as estratégias de adaptação.

Uma participante chamou atenção para o desenvolvimento de políticas de mudanças climáticas nacionais que sejam discutidas com a comunidade agrícola como meio de promover a agricultura sustentável e a segurança alimentar.

As estratégias de financiamento para o desenvolvimento sustentável em regiões áridas e semiáridas: Na quinta-feira, participantes neste debate abordaram áreas chaves para investimentos, mecanismos financeiros e programas na região latino-americana.

Sobre áreas-chave para o investimento, participantes identificaram como prioridades: infraestrutura, redução da pobreza e inclusão social, melhores condições de vida nas cidades, água e competitividade. As áreas atuais de investimento destacadas foram projetos de apoio à atividades econômicas sustentáveis, gestão de recursos naturais, redução da pobreza rural e desenvolvimento dos quadros jurídicos e de gestão para melhorar o uso eficaz da água.

Participantes também identificaram áreas de inovação financeira para apoiar as regiões semiáridas, incluindo programas para fornecer financiamento para áreas rurais carentes, e para apoiar o desenvolvimento de empresas rurais. Participantes discutiram a criação do novo Fundo Nacional Brasileiro para a Mudança do Clima, que poderia utilizar fundos já existentes como o da Lei do Petróleo, originalmente destinados a atenuar os desastres causados pela indústria do petróleo, através da redefinição dos impactos causados para incluir mudanças climáticas.

Vulnerabilidade e adaptação - implicações das mudanças climáticas, nos âmbitos macro e micro na China: Nesta sessão de quinta-feira, palestrantes apresentaram as experiências políticas da China nas áreas de silvicultura, agricultura, gestão de águas e adaptação no âmbito local. Em relação aos objetivos políticos, participantes notaram que a China espera ter 47 milhões de hectares de florestas em 2050.

Participantes discutiram os sucessos, incluindo a consciêntização crescente da importância das florestas para a mitigação das mudanças climáticas no âmbito local e a importância do governo que apóia medidas de adaptação local para reduzir a vulnerabilidade dos agricultores à mudança climática.

Participantes também discutiram a participação local, incluindo a falta de comunicação efetiva entre cientistas do clima e as comunidades locais, a necessidade da participação local nos discursos das mudanças climáticas e os processos políticos nacionais e a efetiva transferência de poder do nível nacional ao nível local.

Dos impactos à vulnerabilidade – o lugar ocupado pela adaptação às mudanças climáticas na agenda de desenvolvimento: Na quinta-feira, a sessão discutiu o local ocupado pelas políticas de adaptação dentro da agenda de desenvolvimento. Participantes concentraram nos efeitos dos processos políticos no âmbito local.

Participantes identificaram os efeitos negativos dos processos políticos sobre a capacitação das comunidades locais para se adaptarem, incluindo a restrição de mobilidade, a perda de recursos pastoris, as políticas de assentamento, o acesso aos mercados e os conflitos na região.

Participantes discutiram os elementos que deveriam ser contabilizados nos processos de políticas governamentais de adaptação, incluindo: o reconhecimento da desapropriação histórica através dos direitos de posse da floresta; a concessão de direitos de acesso para as comunidades vulneráveis; a permissão da participação local na definição de políticas, sua concepção e implementação; a incorporação do conhecimento local; e a inovação de tecnologias para locais específicos afetados por mudanças políticas.

Sobre processos políticos, participantes propuseram a adoção de uma visão mais ampla dos impactos, promovendo discussões de nuances relativas aos ciclos de seca atuais e maior compreensão da complexidade do mundo real dos sistemas de produção pastoral.

Governança internacional das instituições de meio ambiente: Durante esta sessão de quinta-feira, participantes discutiram os governos nacionais e sub-nacionais na França e no Brasil.

Participantes destacaram a evolução dos quadros jurídicos que regem os usos da terra e da água e projetos de governança para o desenvolvimento sustentável no Brasil, incluindo o projeto Mata Branca para o desenvolvimento sustentável do bioma da caatinga do Nordeste brasileiro.

Sobre as recomendações para a governança do desenvolvimento sustentável, participantes abordaram a necessidade de revolucionar a produção tecnológica, econômica e institucional do sector agrícola e desenvolver a capacidade local e regional para gerir os recursos de forma sustentável.

Lições advindas da Iniciativa Áridas: Nesta sessão de quinta-feira, participantes refletiram sobre o sucesso da Iniciativa Áridas, fundada em resposta à primeira reunião da ICID em 1992, e destacaram as áreas de trabalho futuro.

Participantes discutiram os aspectos positivos da Iniciativa Áridas que, incluindo a sua ajuda para erradicar a pobreza e as desigualdades no Nordeste brasileiro, é socialmente progressista, economicamente viável e ambientalmente sustentável.

Participantes destacaram lições do Estado do Rio Grande do Norte e Nordeste do Brasil, utilizando-os para elaborar recomendações para ações futuras, incluindo a criação de instrumentos legais para institucionalizar o desenvolvimento sustentável em regiões áridas, nos âmbitos nacional e local e construção de barragens adicionais para garantir a sustentabilidade do acesso futuro à água.

DISCUSSÕES SOBRE A DECLARAÇÃO DE FORTALEZA E PLENÁRIA DE ENCERRAMENTO

LIÇÕES E RECOMENDAÇÕES DA SESSÃO: Antônio Magalhães, Diretor da ICID 2010, abriu a sessão plenária na sexta-feira, convidando o painel para refletir sobre as principais recomendações emergentes da Conferência.

Octavio Pérez Prado, CNUCD, sobre as recomendações das discussões entre os participantes da América Latina e do Caribe, ressaltou que as políticas de desenvolvimento sustentável, devem reconhecer que a terra é uma unidade bioprodutiva que é importante para reduzir a pobreza e de extrema importância para a questão da soberania dos alimentos (o direito de produzir alimentos). Ele salientou a necessidade de promover sinergias entre projetos nacionais e no âmbito local para harmonizar políticas públicas e promover programas de gerenciamento unificado local.

Christian Leduc, IRD, França, propôs sistemas de observação para melhor caracterizar as mudanças climáticas e para fornecer os dados necessários para criar políticas de desenvolvimento, criando um banco de dados de condições ambientais da seca, utilizando o termo “mudança global”, em vez de mudanças climáticas, para abraçar uma visão holística que considera todos os elementos do meio ambiente e da sociedade.

Peter Roche, IRD, Burkina Faso, apresentou as recomendações das discussões sobre a evolução do clima na África Ocidental. Ele urgiu pela a igualdade de direitos e distribuição de recursos no âmbito local; uma melhor formulação de políticas para representar todos os grupos no sertão, incluindo os mais vulneráveis; pela implementação das políticas de justiça social e direitos à terra e à tradução de políticas globais para ações implementáveis no âmbito local.

Egon Krakhecke, Ministério do Meio Ambiente (MMA), Brasil, tomou conhecimento das propostas sobre a necessidade de solidariedade entre os países áridos, a utilização de sistemas eficazes de acompanhamento e controle no bioma caatinga, o compartilhamento de conhecimentos e de informação, e uma implementação de políticas mais fortes. Ele também pediu mais vontade política e apoio financeiro na luta contra a desertificação.

Renata Marson Teixeira de Andrade, Universidade Católica de Brasília, Brasil, enfatizou recomendações sobre o uso das ciências sociais para mitigar as vulnerabilidades causadas pelas mudanças climáticas, bem como capacitar e fortalecer as instituições para adaptação; conduzir avaliação de vulnerabilidade nos locais de projetos de adaptação e mitigação; criar políticas eficazes de mitigação e adaptação e chamar a atenção para a natureza complexa dos sistemas socioeconômicos e de suas comunidades, e o seu papel na promoção da resiliência e melhoramento de estratégias de adaptação.

Togtokh Chuluun, Universidade da Mongólia, recomendou a fusão entre adaptação baseada nas comunidades com adaptação baseada nos ecossistemas para assegurar a sustentabilidade de forma eficaz; transferência tecnológica para pessoas em áreas áridas, interioranas e remotas e a inclusão de uma dimensão ambiental ao índice de desenvolvimento humano, com base em emissões per capita.

Xu Xiuli, Universidade Agrícola da China, enfatizou que a mudança climática deve ser examinada tanto do nível micro e macro e pediu para salvaguardar os direitos da comunidade; promover ação coletiva da comunidade local através de política; integrar proteção social para os grupos vulneráveis nas políticas ambientais e promover a inovação na metodologia de pesquisa de ciências sociais com o objetivo de contribuir para a ação coletiva nos governos local e regional.

Mutizwa Mukute, Universidade de Rhodes, África do Sul, salientou que deve ser dada uma maior atenção a ecologia social, que deve ser mais bem compreendida e colocada dentro de adaptações às mudanças climáticas. Ele observou recomendações, incluindo a necessidade de centralizar os trabalhos sobre mudanças climáticas em mudança de comportamentos vis-à-vis o meio ambiente e ouvir as comunidades através de uma maneira mais orientada para a prática de aprendizagem no ensino superior, bem como a promoção da aprendizagem transdisciplinar.

Eduardo Martins, FUNCEME, Brasil, pediu para concentrar em adaptação local; reconhecer a ampla base de conhecimentos das organizações não-governamentais e das comunidades; fortalecer ou repensar as instituições relacionadas às áreas semiáridas; produzir informações científicas na escala necessária para fazer escolhas e decisões regionais e locais informadas; gerar experiências bem sucedidas com lições aprendidas, bem como promover uma maior cooperação entre as regiões áridas do mundo.

Michael Hall, Associação Nacional Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), EUA, pediu para revisitar a agenda de pesquisa, buscando verdadeiramente uma pesquisa integrada e interdisciplinar que vise a fornecer informações úteis aos tomadores de decisões políticas, aumentando o foco de escala de tempo e resolução espacial de modelos de projeções; e entender as dimensões humanas em pesquisas sobre mudanças climáticas e tomadas de decisão.

Análise da Reunião: Jesse Ribot, Universidade de Illinois, EUA, observando o surgimento do termo “adaptação às mudanças climáticas” nos últimos 18 anos, destacou que, enquanto a expressão chama a atenção para o desenvolvimento, ela pode custar muito em termos de mitigação da vulnerabilidade e dos riscos das comunidades. Sobre os resultados da conferência, ele ressaltou três temas principais: a desigualdade no balanço de poder que ainda existe dentro dos países e das regiões com secas, que recebem pouco apoio econômico e político; o foco marginal em terras áridas, no contexto do debate sobre o clima global; e o fato de que tradicionalmente terras áridas são difíceis de governar, com pouco investimento dos governos centrais, e ocupadas por produtores pobres.

DECLARAÇÃO DE FORTALEZA: Esta sessão começou com um breve discurso de Celso Jaque, Governador de Mendoza, Argentina, que enfatizou a extrema importância de associar os conhecimentos científicos nas tomadas de decisão e convidou a todos para participarem da “ICID 2011” em Mendoza.

John Redwood, Banco Mundial, leu para a plenária a Declaração de Fortaleza. No debate que se seguiu, participantes solicitaram a inclusão na Declaração de Fortaleza de: uma maior atenção às diferentes fontes de energia, uma maior ênfase no uso sustentável dos recursos; referência às estratégias para o uso da biomassa, sobretudo no nordeste brasileiro; uma disposição para a regulamentação, limites e governança para pagamentos por serviços ambientais e uma maior ênfase na cooperação entre as comunidades.

Participantes observaram que a Declaração não incluía uma referência explícita à adaptação em áreas semiáridas, notas gerais sobre a educação e capacitação, ou exemplos de como urgente é a segurança alimentar nas zonas áridas.

Entre as idéias e as preocupações levantadas pelos participantes encontram-se: o exercício de cautela em esforços de adaptação para garantir que eles não tragam consequências negativas não intencionais, considerando o papel dos mercados em resposta à variabilidade climática; incluindo as comunidades na formação de políticas, bem como em suas implementações e acompanhamentos; e valorizar o papel das mulheres, dos trabalhadores e dos conhecimentos agrícolas locais em terras semiáridas.

Redwood explicou que os organizadores da ICID 2010 iriam rever a minuta da Declaração e as sugestões oferecidas, e “provavelmente incorporar algumas.” Ele sugeriu que algumas das questões levantadas, e.g. dimensões de gênero e de gerações, poderiam ser temas de painéis para serem exploradas com maior profundidade na ICID 2011 que está sendo planejada. Ele explicou que a Declaração, juntamente com o registro das sugestões oferecidas e todos os relatórios de painéis temáticos e mesas-redondas, serão publicadas na página da web do ICID 2010.

A Declaração de Fortaleza: Sobre os desafios e oportunidades do desenvolvimento sustentável e mudanças climáticas, a Declaração recomenda:

  • uma melhor gestão das terras áridas, representação de suas populações e modos de vida melhorados;
  • reforço das intervenções climáticas de desenvolvimento sustentável em terras áridas;
  • reconhecimento de potenciais sinergias para reduzir a vulnerabilidade e aumentar a resiliência dos pobres;
  • a criação de condições favoráveis para o desenvolvimento sustentável em terras áridas por meio de ações integradas para combater a degradação dos solos, mitigar os efeitos da seca, conservar a biodiversidade e se adaptar às mudanças climáticas; e
  • oportunidades de investimento para explorar as vantagens comparativas das terras áridas na produção de energia renovável.

Sobre a representação política em múltiplas escalas, a Declaração recomenda:

  • atividades de maior representação das populações de terras áridas na definição de políticas locais, nacionais e internacionais e na implementação do desenvolvimento;
  • reforço da capacidade dos países áridos para influenciar o ambiente global e a agenda do desenvolvimento;
  • a consideração pelas Nações Unidas da situação dos países áridos;
  • que as reuniões preparatórias da Rio +20 sejam organizada com base no ecossistema global, destacando as questões relativas às comunidades que vivem em as terras áridas e florestas tropicais; e
  • desenvolver e implementar estratégias de informação no âmbito comunitário para educar as pessoas sobre as implicações da mudança climática.

Sobre as sinergias entre as iniciativas globais de meio ambiente e de desenvolvimento, a Declaração enfatiza:

  • prioridade para o uso sustentável e a conservação da biodiversidade; e
  • criação de sinergias entre as intervenções locais, nacionais e globais para mitigar e se adaptar às mudanças climáticas, conservação da biodiversidade e contenção da desertificação.

Sobre o financiamento do desenvolvimento sustentável em áreas climáticas sensíveis, a Declaração urge:

  • por uma absorção dos custos relacionados ao desenvolvimento sustentável das economias nacionais;
  • honra pelos países industrializados das obrigações financeiras anteriormente feitas para apoiar o desenvolvimento sustentável, a expansão dos instrumentos financeiros existentes, e a aceleração de desembolso dos fundos de investimento climáticos e de adaptação para capacitações locais e nacionais;
  • por uma inclusão das regiões áridas em inovações financeiras para promover o desenvolvimento sustentável em condições de mudança do clima.
    Em matéria de educação para o desenvolvimento sustentável, a Declaração enfatiza à priorização da educação para as comunidades em áreas áridas.

Sobre o conhecimento e a troca de informações, a Declaração recomenda:

  • a concepção e implementação de uma pesquisa integrada sobre clima, observação, modelagem e aplicações do programa para informar o processo de decisão política;
  • maior cooperação das ciências sociais sobre as causas e efeitos da mudança climática e variabilidade;
  • preenchimento das lacunas entre informação científica e ação política; e
  • ampliação e fortalecimento de redes de conhecimento.

Sobre o planejamento integrado e execução de estratégias e programas de desenvolvimento, a Declaração urge por uma maior convergência de estratégias e programas de desenvolvimento, especialmente relacionados à terra e à gestão dos recursos hídricos, florestais e da luta contra a desertificação.

Finalmente, em resposta à urgência, a Declaração urge por uma ação decisiva da comunidade internacional sobre o clima, desenvolvimento e desafios da sustentabilidade.

CERIMÔNIA DE ENCERRAMENTO: O Diretor da ICID 2010, Antônio Magalhães, convocou a sessão plenária de encerramento. Um ambientalista de 16 anos, João Pedro Gurgel, exortou os participantes a concentrar-se no ensino da juventude sobre práticas adequadas em suas casas e suas vidas pessoais para fazer a diferença na proteção futura do meio ambiente. Maria Theresa Farias, COMPAM, enfatizou que o meio ambiente é um bem público e salientou que as ações tomadas para protegê-lo precisam ser feitas diariamente.

René Barreira, Secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Estado do Ceará, Brasil, destacou a importância da participação do governo e da mobilização da sociedade civil para atuar na preservação do meio ambiente, especialmente na implementação da Declaração de Fortaleza.

O Director da ICID 2010 Magalhães e Jean Loup Guyot, IRD, agradeceram aos organizadores e participantes pelo apoio durante a Conferência. A Conferência encerrou às 5:38 da tarde.

PRÓXIMAS REUNIÕES

XXIII Congresso Mundial da IUFRO: O tema do 23º Congresso Mundial da União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal (IUFRO) é “Florestas para o Futuro: a manutenção da sociedade e do meio ambiente.” datas: 23-28 de agosto de 2010 local: Seul, República da Coreia do Sul contato: Instituto Coreano de Pesquisa Florestal telefone: +82-2-961-2591 fax: +82-2-961-2599 e-mail:iufrococ@forest.go.kr internet: http://www.iufro2010.com/

Workshop sobre a governança florestal, descentralização e REDD na América Latina: Esta iniciativa de experiências nacionais está sendo conduzida pelo México e Suíça em apoio ao Fórum das Nações Unidas sobre Florestas (UNFF), e espera-se discutir como promover a descentralização da governança florestal e contribuir para a gestão sustentável das florestas. datas: 31de agosto - 3 de setembro de 2010 local: Oaxaca, México internet: http://www.cifor.cgiar.org/Events/Oaxaca/decentralisation-redd.htm

Manejo sustentável de terras aumenta a disponibilidade e a qualidade da água: O Secretariado da CNUCD está organizando o Seminário 2010 – Semana Internacional da Água em Estocolmo. data: 05 de setembro de 2010 local: Estocolmo, Suécia contato: Emmanuel Chinyamakobvu, Secretaria da CNUCD telefone: +49-228-815-2819 fax: +49-228-815-2898/9 e-mail:echinyamakobvu@unccd.int internet: http://www.unccd.int/publicinfo/announce/seminar_water_desertification.php

Grupo de Peritos Ad Hoc da UNFF sobre Financiamento Florestal: Este encontro será o primeiro encontro intergovernamental do grupo ad hoc de peritos sobre o financiamento do manejo florestal sustentável, como parte do Fórum das Nações Unidas sobre o plano estratégico florestal e financiamento florestal. datas: 13-17 de setembro de 2010 local: Nairobi, Quénia contato: Secretaria da UNFF telefone: +1-212-963-3401 fax: +1-917-367-3186 e-mail: unff@un.org internet: http://www.un.org/esa/forests/

Workshop Global de Peritos sobre Benefícios para Biodiversidade advindos da Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal em Países em Desenvolvimento: Esta oficina apóia os esforços das partes para tratar da redução das emissões resultantes do desmatamento e degradação florestal em países em desenvolvimento (REDD) no âmbito da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (CQNUMC), de uma forma que contribui para a implementação do programa de trabalho da CDB sobre a biodiversidade florestal. datas: 20-23 de setembro de 2010 local: Nairobi, Quénia contato: Secretariado da CDB telefone: +1-514-288-2220 fax: +1-514-288-6588 e-mail: secretariat@cbd.int internet: http://www.cbd.int/

Conferência Internacional Científica sobre Ferramentas Científicas Avançadas para Políticas de Desertificação: Esta conferência visa “estabelecer uma discussão sobre as ferramentas de investigação científica e os resultados recentemente alcançados nos âmbitos europeu e internacional que abordam a avaliação da desertificação e mitigação”. datas: 28-29 de setembro de 2010 local: Roma, Itália contato: Maurizio Sciortini telefone: +39-06-8535-5590 fax: +39-06-8535-6060 e-mail: desurvey@enea.it internet: http://www.noveltis.net/desurvey/conference/

20ª Sessão do Comitê da FAO sobre Florestas (COFO)/2ª Semana Mundial da Floresta: As sessões bienais do COFO reunirá chefes de serviços florestais e outros altos funcionários do governo para identificar as políticas emergentes e as questões técnicas e buscar soluções e assessorar a FAO e outros sobre as medidas adequadas. datas: 4-8 de outubro de 2010 local: Roma, Itália contato: Departamento Florestal da FAO telefone: 39-06-5705-3925 fax: 39-06-5705-31 52 e-mail: COFO-2010@fao.org internet: http://www.fao.org/forestry/cofo/en/

Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD) COP 10: A Décima Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica espera avaliar a realização do objetivo para 2010 de reduzir significativamente a taxa de perda da biodiversidade. datas: 18-29 de outubro de 2010 local: Nagoya, Japão contato: Secretariado da CDB telefone: +1-514-288-2220 fax: +1-514-288-6588 e-mail:secretariat@cbd.int internet: http://www.cbd.int/cop10/

Dia da Terra 3: Dia da Terra 3 reunir-se-á em paralelo com a 10 ª Sessão da Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD COP 10). data: 23 de outubro de 2010 local: Nagoya, Japão contato: Secretariado da UNCCD telefone: +49-22-8815-2800 fax: +49-22-8815-2898 e-mail: secretariat@unccd.int internet: http://www.unccd.int/secretariat/docs/workplan/workplan2010eng.pdf

Fórum Global de Salinização e Mudanças Climáticas: O Fórum Global sobre Mudança Climática e Salinização será uma oportunidade para discutir os problemas relacionados com a salinização e mudança climática. datas: 25-29 de outubro de 2010 local: Valencia, Espanha contato: Jorge Batlle-Sales, Universidade de Valencia telefone: +34-96-354-4289 e-mail: Jorge.Batlle@uv.es internet: http://www.uv.es/jorba/GFSCC2010

Terceira Conferência Internacional sobre Zonas Áridas, Desertos e Desertificação: O tema da terceira Conferência Internacional sobre Zonas Áridas, Desertos e Desertificação é “O Caminho para a Restauração”. datas: 8-11 de novembro de 2010 local: Israel contato: Dorit Korine telefone: +97-28-659-6781 fax: +97-28-659-6722 e-mail: desertification@bgu.ac.il internet: http://cmsprod.bgu.ac.il/Eng/Units/bidr/desertification2008/

Décima Sexta Conferência das Partes na CQNUMC e Sexta Reunião das Partes do Protocolo de Quioto: A 33a reunião do Órgão Subsidiário de Implementação (SBI) e do Órgão Subsidiário de Assessoramento Científico e Tecnológico (SBSTA) também será realizada simultaneamente. datas: 29 de novembro - 10 de dezembro 2010 local: Cancún, México contato: Secretariado da CQNUMC telefone: +49-228-815-1000 fax: +49-228-815-1999 e-mail: secretariat@unfccc.int internet: http://unfccc.int/

Nona Sessão do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas (UNFF 9): O tema do UNFF 9 é “florestas para pessoas, meios de subsistência e erradicação da pobreza”. datas: 24 de Janeiro - 4 de fevereiro de 2011 local: Nova Iorque, EUA contato: Secretaria da UNFF telefone: +1-212-963-3401 fax: +1-917-367-3186 e-mail: unff@un.org internet: http://www.un.org/esa/forests/

COP 10 DA CNUCD: A décima sessão da Conferência das Partes (COP 10) da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) acontecerá em outubro de 2011. datas: 10-21 de outubro de 2011 local: Cidade de Changwon, República da Coréia do Sul contato: Secretaria da CNUCD telefone: +49-228-815-2800 fax: +49-228-815-2898 e-mail: secretariat@unccd.int internet: http://www.unccd.int/

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Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio
Integração Ambiente e Sustentabilidade na África
Ministério do Meio Ambiente
Associação Nacional Oceânica e Atmosférica
Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável em 2012
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Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima
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